Acupunturistas
André Gandur
Marilene Coelho

 André Luiz Gandur Abrão na Doctoralia

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Transporte de Acidentados

 
 
O transporte de acidentados ou de vítimas de mal súbito requer de quem for socorrer o máximo cuidado e correção de desempenho, com o objetivo de não lhes complicar o estado de saúde com o agravamento das lesões existentes.Antes de iniciar qualquer atividade de remoção e transporte de acidentados, assegurar-se da manutenção da respiração e dos batimentos cardíacos; hemorragias deverão ser controladas e todas as lesões traumato-ortopédicas deverão ser imobilizadas.

O estado de choque deve ser prevenido. O acidentado de fratura da coluna cervical só pode ser transportado, sem orientação médica ou de pessoal especializado, nos casos de extrema urgência ou iminência de perigo para o acidentado e para quem estiver socorrendo-o.

Enquanto se prepara o transporte de um acidentado, acalmá-lo, principalmente demonstrando tranquilidade, com o controle da situação. É necessário estar sereno para que o acidentado possa controlar suas próprias sensações de temor ou pânico.

É recomendável o transporte de pessoas nos seguintes casos:

  • Vítima inconsciente.
  • Estado de choque instalado.
  • Grande queimado.
  • Hemorragia abundante. Choque.
  • Envenenado, mesmo consciente.
  • Picado por animal peçonhento.
  • Acidentado com fratura de membros inferiores, bacia ou coluna vertebral.
  • Acidentados com luxação ou entorse nas articulações dos membros inferiores.

O uso de uma, duas, três ou mais pessoas para o transporte de um acidentado depende totalmente das circunstâncias de local, tipo de acidente, voluntários disponíveis e gravidade da lesão. Os métodos que empregam um a duas pessoas socorrendo são ideais para transportar um acidentado que esteja inconsciente devido a afogamento, asfixia e envenenamento. Este método, porém, não é recomendável para o transporte de um ferido com suspeita de fratura ou outras lesões mais graves. Para estes casos, sempre que possível, deve-se usar três ou mais pessoas.

Para o transporte de acidentados em veículos, alguns cuidados devem ser observados. O corpo e a cabeça do acidentado deverão estar seguros, firmes, em local acolchoado ou forrado. O condutor do veículo deverá ser orientado para evitar freadas bruscas e manobras que provoquem balanços exagerados. Qualquer excesso de velocidade deverá ser evitado.

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003
 

 

Estado de Choque

 
 
O choque é um complexo grupo de síndromes cardiovasculares agudas que não possui, uma definição única que compreenda todas as suas diversas causas e origens. Didaticamente, o estado de choque se dá quando há mal funcionamento entre o coração, vasos sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo. O choque é uma grave emergência médica. O correto atendimento exige ação rápida e imediata.

Tipos de choque:

  • Choque Hipovolêmico: É o choque que ocorre devido à redução do volume intravascular por causa da perda de sangue, de plasma ou de água perdida em diarreia e vômito.
  • Choque Cardiogênico: Ocorre na incapacidade de o coração bombear um volume de sangue suficiente para atender às necessidades metabólicas dos tecidos.
  • Choque Septicêmico: Pode ocorrer devido a uma infecção sistêmica.
  • Choque Anafilático: É uma reação de hipersensibilidade sistêmica, que ocorre quando um indivíduo é exposto a uma substância à qual é extremamente alérgico.
  • Choque Neurogênico: É o choque que decorre da redução do tônus vasomotor normal por distúrbio da função nervosa. Este choque pode ser causado, por exemplo, por transecção da medula espinhal ou pelo uso de medicamentos, como bloqueadores ganglionares ou depressores do sistema nervoso central.

Causas Principais do Estado de Choque:

  • Hemorragias intensas (internas ou externas)
  • Infarto
  • Taquicardias
  • Bradicardias
  • Queimaduras graves
  • Processos inflamatórios do coração
  • Traumatismos do crânio e traumatismos graves de tórax e abdômen
  • Envenenamentos
  • Afogamento
  • Choque elétrico
  • Picadas de animais peçonhentos
  • Exposição a extremos de calor e frio
  • Septicemia

Sintomas

  • Pele pálida, úmida, pegajosa e fria.
  • Cianose de extremidades, orelhas, lábios e pontas dos dedos.
  • Suor intenso na testa e palmas das mãos.
  • Fraqueza geral.
  • Pulso rápido e fraco.
  • Sensação de frio, pele fria e calafrios.
  • Respiração rápida, curta, irregular ou muito difícil.
  • Expressão de ansiedade ou olhar indiferente e profundo com pupilas dilatadas, agitação.
  • Medo (ansiedade).
  • Sede intensa.
  • Visão nublada.
  • Náuseas e vômitos.
  • Respostas insatisfatórias a estímulos externos.
  • Perda total ou parcial de consciência.
  • Taquicardia

 

Em todos os casos de reconhecimento dos sinais e sintomas de estado de choque, providenciar imediatamente assistência especializada. A vítima vai necessitar de tratamento complexo que só pode ser feito por profissionais e recursos especiais para intervir nestes casos.

Fonte: Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003

 

 

Hemorragias

 
 
É a perda de sangue através de ferimentos, pelas cavidades naturais como nariz, boca etc. Pode ser também, interna, resultante de um traumatismo.
As hemorragias podem ser classificadas inicialmente em arteriais e venosas, e, para fins de primeiros socorros, em internas e externas.

  • Hemorragias Arteriais: É aquela hemorragia em que o sangue sai em jato pulsátil e se apresenta com coloração vermelho vivo.
  • Hemorragias Venosas: É aquela hemorragia em que o sangue é mais escuro e sai continuamente e lentamente, escorrendo pela ferida.
  • Hemorragia Externa: É aquela na qual o sangue é eliminado para o exterior do organismo, como acontece em qualquer ferimento externo, ou quando se processa nos órgãos internos que se comunicam com o exterior, como o tubo digestivo, ou os pulmões ou as vias urinárias.
  • Hemorragia Interna: É aquela na qual o sangue extravasa em uma cavidade pré-formada do organismo, como o peritônio, pleura, pericárdio, meninges, cavidade craniana e câmara do olho.

Consequências das Hemorragias

  • Hemorragias graves não tratadas ocasionam o desenvolvimento do estado de choque e morte.

  • Hemorragias lentas e crônicas (por exemplo, através de uma úlcera) causam anemia (ou seja, quantidade baixa de glóbulos vermelhos.

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003

 

 

Emergências Clínicas
Edema Agudo de Pulmão

 
 

É o acúmulo anormal de líquido nos tecidos dos pulmões. É uma das emergências clínicas de maior importância e seriedade.

Principais causas

O edema pulmonar é uma emergência médica resultante de alguma doença aguda ou crônica ou de outras situações especiais. Problemas do coração, como cardiomiopatia (doença do músculo do coração), infarto agudo do miocárdio ou problemas nas válvulas do coração, que determinam uma fraqueza no bombeamento do sangue pelo coração, estão entre as principais causas do edema pulmonar. Quando o coração não funciona bem, o sangue acumula-se nos pulmões, o que leva à falta de ar. Já a infecção pulmonar (pneumonia) ou a infecção generalizada do corpo também leva ao edema pulmonar, mas por um mecanismo diferente. Outra alteração que leva ao edema pulmonar é a diminuição de proteínas circulantes no sangue, seja por problema nos rins ou no fígado. Quando o nível de proteína no sangue diminui, há uma tendência de acúmulo de líquidos nos pulmões. As reações alérgicas por uso de medicações (reações anafiláticas agudas); o uso de narcóticos para dor (morfina, por exemplo) ou de certas drogas (heroína, nitrofurantoína); inalação de fumaça, de gases irritantes, ou de outras substâncias tóxicas, como por exemplo os compostos orgânicos fosfóricos, acidentes traumáticos graves com o comprometimento do sistema nervoso central e a radioterapia para tumores do tórax, podem também ocasionar o edema pulmonar. Quando uma pessoa muda rapidamente de um local de baixa altitude para um de alta, o edema pulmonar também pode ocorrer.

Sintomas

  • Alteração nos movimentos respiratórios - os movimentos são bastante exagerados
  • Encurtamento da respiração (falta de ar), que normalmente piora com as atividades ou quando a pessoa se deita com a cabeceira baixa. O doente assume a posição sentada.
  • Dificuldade em respirar - aumento na intensidade da respiração(taquipneia)
  • Respiração estertorosa; pode-se escutar o borbulhar do ar no pulmão
  • Eventualmente - batimento das asas do narizA pele e mucosas se tornam frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e cianóticas (azuladas), com sudorese fria
  • Ansiedade e agitação
  • Aumento dos batimentos cardíacos (taquicardia)
  • Aumento da temperatura corporal (hipertermia) nos casos de anafilaxia aguda
  • Mucosa nasal vermelho-brilhante
  • Tosse que no princípio não é produtiva, ou seja, não há expectoração, passa a ser acompanhada por expectoração espessa e espumosa, eventualmente sanguinolenta.

Primeiros Socorros

  • Transferência para um serviço de urgência ou emergência de um hospital.
  • Não movimentar muito a vítima. O movimento ativa as emoções e faz com que o coração seja mais solicitado.
  • Observar com precisão os sinais vitais.
  • Manter a pessoa na posição mais confortável, em ambiente calmo e ventilado.
  • Obter um breve relato da vítima ou de testemunhas sobre detalhes dos acontecimentos.
  • Aplicação de torniquetes alternados, a cada 15 minutos, de pernas e braços pode ser feita enquanto se aguarda o atendimento especializado.
  • Tranquilizar a vítima, procurando inspirar-lhe confiança e segurança.
  • Afrouxar as roupas.
  • · Evitar a ingestão de líquidos ou alimentos.
  • Se possível, dar oxigênio por máscara à vítima.
  • No caso de parada cardíaca aplicar as técnicas de ressuscitação cardio- respiratória.

 

Fonte: Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro. Fundação Oswaldo Cruz, 2003

 

 


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