TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 

 

Principais Cuidados com Idosos no Inverno

 
 


O frio requer cuidados especiais com idosos durante o inverno, por isso, é importante saber como agir e evitar que as temperaturas mais baixas tragam doenças e complicações para a saúde. Confira o que deve ser feito!

  • Manutenção de uma alimentação adequada: Uma alimentação equilibrada deve ser prioridade para quem está na terceira idade durante o ano inteiro. Esse cuidado deve ser reforçado no inverno, afinal, é por meio dos alimentos que eles recebem os nutrientes necessários para se manter fortes e saudáveis. Portanto, frutas, verduras e legumes devem fazer parte da dieta, assim como as proteínas, oferecendo a nutrição adequada para os idosos. Além disso, as refeições também podem ser utilizadas para aquecer o corpo. Nesse caso, as sopas e os caldos quentes são uma boa alternativa para os dias mais frios.

  • Uso de cremes e hidratantes: Outro ponto relevante é o cuidado com a pele, pois, no inverno, ela deve ser tratada de forma cuidadosa, evitando o ressecamento. Isso pode ser feito por meio de cremes e hidratantes, que ajudam a evitar o aspecto seco e doenças dermatológicas. É importante lembrar que, antes de usar qualquer produto, é fundamental consultar um dermatologista, que indicará o ideal para cada situação.

  • Acompanhamento médico: O acompanhamento médico regular deve fazer parte da vida do idoso. É interessante ressaltar que algumas doenças, como hipertensão, diabetes e condições crônicas, devem ser monitoradas de perto, evitando possíveis complicações. Durante o inverno, as doenças respiratórias são uma preocupação extra, pois elas podem prejudicar o tratamento contínuo que esteja sendo realizado e trazer complicações para o estado de saúde. Por isso, o contato constante com os médicos é vital para controlar a situação e manter o idoso saudável.

  • Uso de roupas quentes e aquecidas: A pele do idoso costuma ser mais fina e delicada, portanto, é importante protegê-lo contra o frio excessivo. Escolha roupas mais quentes, como agasalhos e tecidos que ajudam a bloquear o vento. O uso de meias, toucas e outros acessórios também contribui para manter aquecidas as extremidades. Nos momentos de descanso, é importante utilizar mantas e cobertores, pois a temperatura corporal cai durante o sono.

  • Hidratação: A terceira idade costuma tomar menos água em comparação com as outras pessoas, porém, o corpo continua precisando desse líquido para se manter hidratado. Portanto, é essencial tomar bastante água para que as células trabalhem de forma correta. Como a sede dos idosos é reduzida, uma boa alternativa é tomar pequenas doses, várias vezes ao dia. Também é interessante lembrar que a água pode ser absorvida em forma de vitaminas, sucos e chás, por exemplo, o que ajuda a complementar a hidratação.

  • Manutenção da vitamina D em dia: Os períodos de frio costumam diminuir a exposição ao sol, o que pode causar deficiência de vitamina D no organismo do idoso. A falta dessa substância gera o enfraquecimento dos ossos, deixando-os mais propensos a fraturas. Banhos de sol são essenciais para que o corpo mantenha a produção de vitamina D, por isso, vale a pena separar um tempo diariamente para essaatividade. Além disso, é possível conseguir essa vitamina por meio de alimentos, como peixes, gema de ovos e cogumelos, que ainda são ricos em diversas outras vitaminas. Há também a alternativa por meio da suplementação em cápsulas ou gotas, lembrando que, para isso, a prescrição médica é necessária.

  • Atenção com as gripes e o coronavírus: Os idosos são propensos a pegar gripes e resfriados durante o inverno, por isso, todo cuidado é pouco nessa época do ano. O ideal é que a vacina para a gripe seja tomada anualmente, pois ela ajuda a evitar a doença. Também é importante conferir se as outras vacinas estão em dia no Calendário Vacinal do Idoso. Além da preocupação com a gripe, também é importante estar atento ao coronavírus, sendo fundamental seguir as orientações de higiene para evitar a infecção. Para isso, é importante manter os idosos em quarentena, evitando sair de casa, e lavar bem as mãos sempre que possível

Fonte: https://blog.freedom.ind.br/cuidados-com-idosos-no-inverno/

 

 

Sonolência Excessiva em Idosos

 
 

A sonolência excessiva em idosos pode ser sinal do desenvolvimento de demência ou outras patologias, principalmente se ela ocorrer no período diurno, vendo que o sono possui um papel importante para a saúde humana, mas em excesso pode ser sinal de problemas graves.

Por isso é importante sempre observar os comportamentos do familiar, assim é possível descobrir o problema precocemente e dar início a um tratamento específico e eficaz, encaminhado por um profissional da área.

Sonolência excessiva diurna
Durante o processo de envelhecimento é comum que a necessidade de dormir diminua, portanto o excesso dela pode significar alguma alteração na saúde do idoso.
Especialistas classificam esse problema como hipersonia, caracterizada por indivíduos que passam grande parte do tempo dormindo, principalmente em horários em que o corpo costuma estar em atividade, como durante o dia, onde a movimentação da sociedade costuma ser maior.

A sonolência excessiva pode ser reflexo de vários fatores, como a redução de atividades cognitivas, tempo de exposição ao sol ou luz, e também poucos estímulos biológicos e físicos.
Além desses, outros fatores mais agravantes podem ser os causadores do sono, sendo eles a hipoglicemia, hipotireoidismo e má ventilação pulmonar. Além disso, é possível que o uso de alguns medicamentos como antialérgicos, tranquilizantes, antiespasmódicos e barbitúricos causem o mesmo problema.

Nestes casos é essencial que um profissional seja acionado, essa é a forma mais segura de descobrir a causa da hipersonia e a melhor forma de tratamento, já que a sonolência excessiva em idosos é mais prejudicial à saúde do que a falta dela, podendo até mesmo comprometer a expectativa de vida do paciente.

Fonte: https://www.casaderepousoemfamilia.com.br/

 

 

 

 
 


Atividades Físicas para Idosos
Atividades físicas indicadas para idosos: Caminhadas, atividades na água, alongamento, dança e musculação. Práticas de pouco impacto são as mais indicadas para quem está acima dos 60 anos. Desenvolvem flexibilidade, equilíbrio e força muscular, e que são de fácil realização para não causar lesões.

Nunca é tarde para iniciar os exercícios de forma regular. Manter-se ativo na terceira idade diminui o risco de depressão, doenças do coração, osteoporose, diabetes e alguns tipos de câncer. Se exercitar também é uma oportunidade de ampliar os vínculos sociais e fazer amizades.
 
 

Benefícios das atividades:

  • Caminhadas: Com caminhadas diárias, o idoso previne ataques e problemas do coração, controla a pressão arterial e reduz os níveis de colesterol. Além de tonificar os músculos e fortalecer os ossos, a caminhada diária aumenta a energia, controla o peso, melhora o sono e o bem-estar físico e mental.

  • Atividades na água: As atividades aquáticas, como natação e hidroginástica, permitem a realização de movimentos sem impactar articulações e tendões. Além dos efeitos musculares, as atividades na água são benéficas para o sistema respiratório e cardiovascular, ajudando na recuperação de enfermidades. Também ajudam a aliviar o estresse e dão maior disposição para enfrentar as atividades do dia a dia.

  • Alongamento: Os alongamentos são recomendados para melhorar a flexibilidade, com benefícios na funcionalidade, equilíbrio e controle de dores de origem muscular.

  • Dança: A dança ajuda a manter o condicionamento aeróbico, a força muscular e a flexibilidade, e melhora especialmente o equilíbrio corporal e a coordenação motora. Também permite ao participante alcançar estados emocionais positivos.

  • Musculação: Quando associada aos exercícios aeróbicos, os benefícios são ainda maiores: melhora dos fatores de risco cardiovascular (obesidade, diabetes, hipertensão, dislipidemias), controle de osteoporose, sarcopenia (condição médica que se refere à perda degenerativa da massa muscular esquelética e da coordenação) e risco de quedas, melhora da osteoartrite e de dores crônicas, efeitos na depressão, ansiedade e insônia.

Para que a prática de atividade física impacte de forma positiva na qualidade de vida do idoso é essencial o acompanhamento de um médico, um fisioterapeuta ou um educador físico.

Fonte: https://saudebrasil.saude.gov.br/

 

 

Cuidados com o Idoso com Osteoporose

 
 

A osteoporose é uma doença dos ossos que mais acomete pessoas idosas e incide com maior frequência no público feminino, devido à maior perda óssea após a menopausa. Ela se caracteriza pela diminuição da mineralidade e da resistência óssea, o que ocasiona fragilidade, além de predisposição a quedas e fraturas graves.

Nos idosos existe redução natural da densidade óssea, porém a osteoporose ocorre quando os níveis da densidade estão muito abaixo dos padrões normais, por isso ela é considerada uma doença que necessita ser tratada, pois impacta diretamente na qualidade de vida e na mortalidade.

Além da diminuição da densidade mineral óssea, os idosos apresentam redução da massa e força muscular, o que acentua o risco de quedas e possíveis fraturas. Dessa maneira, a osteoporose pode impactar diretamente no aumento das restrições de atividades que demandam mais desenvoltura corporal, como andar longas distâncias, fazer compras, realizar exercícios físicos etc.

Segundo o Ministério da Saúde (MS), algumas medidas podem ser adotadas para prevenir ou reduzir a incidência de osteoporose e analisadas quanto a sua eficácia na prevenção de fraturas. São elas: exposição à luz solar, caminhadas, terapia de reposição hormonal para as mulheres (quando necessário) e aumento do consumo de leite e derivados.

Sobre a prevenção de fraturas de quadril decorrentes de quedas, o Ministério da Saúde orienta que é necessário eliminar de casa tudo o que possa provocar escorregões, assim como instalar suportes, corrimãos e outros assessórios de segurança e usar sapatos com solas antiderrapantes e sem cadarço. Além disso, manter uma boa iluminação e conservar o caminho livre de obstáculos são medidas que auxiliam na prevenção de acidentes domésticos.

 

 

Vitamina D e sua Importância para o Idoso

 
 

A vitamina D é uma das substâncias mais importantes para a saúde, responsável por regular diversas funções no organismo. Os idosos costumam ter maior deficiência dessa molécula.

O termo vitamina D se refere a um grupo de moléculas: Vitamina D, D2 e D3. A vitamina D2 é obtida através da alimentação, como peixes, cogumelos secos, leite, ovos, fígado bovino entre outros. Já a vitamina D3 só é sintetizada através da exposição solar.

 
 

Entre os benefícios proporcionados pela presença da vitamina D no organismo, estão:

  • Combate às doenças autoimunes;
  • Ajuda no fortalecimento dos ossos;
  • Auxilia na saúde muscular;
  • Regula o cálcio e ferro;
  • Consegue controlar a pressão arterial e cardíaca;
  • Prevenção de diversos tipos de cânceres.

Importância da vitamina D aos idosos
Quando há deficiência de vitamina D, o corpo costuma dar sinais como espasmos musculares, sensação de cansaço contínua, mal-estar e perda de equilíbrio. A falta dessa substância também aparece associada a algumas doenças, sendo as mais comuns: osteoporose, asma, artrite reumatoide, obesidade, resfriados e gripes, depressão e até câncer.

Vale lembrar que a vitamina D é responsável por auxiliar na produção das células de defesa, garantindo um bom funcionamento da imunidade. Com o passar da idade, a pele vai perdendo a capacidade de realizar o processo de absorção desse hormônio no organismo e, dessa forma, há uma redução nas células de defesa, o que ocasiona um grande problema ao sistema imunológico e à saúde da pessoa, que necessita da suplementação para corrigir essa questão.
Portanto, tanto o excesso quanto a falta são prejudiciais ao organismo. Assim, os idosos devem realizar exames regularmente para avaliar como está a produção de vitamina em seu corpo.

Como obter mais vitamina D?
Os raios solares são ideais para manter os níveis de vitamina D em dia, por isso recomenda-se a exposição ao sol no mínimo três vezes por semana, pelo menos 20 minutos, entre 10h e 15h. Dependendo do caso, o médico responsável pode indicar ao idoso suplementações para auxiliar na falta da vitamina D no organismo.

Fonte: https://www.drogaleste.com.br/blog/senior/vitamina-d-e-sua-importancia-para-o-idoso/

 

 

Estimulação Cognitiva para Idosos

 
 

O envelhecimento é um processo natural da vida, que traz inúmeros desafios: manter a capacidade funcional, a motivação e autoestima, aprender a viver com a redução psicomotora e cognitiva, que afetam diretamente sua qualidade de vida.  Nesse contexto, a estimulação cognitiva é um processo de mudança que visa estimular e, em alguns casos, reabilitar as funções físicas, psicológicas e sociais do indivíduo.

Nos idosos, a estimulação cognitiva (sigla EC) tem como objetivo ajudar pacientes e familiares a conviver ou superar os déficits cognitivos e as limitações emocionais, ambientais e sociais, proporcionando melhora na qualidade de vida, incluindo melhor interação social.
Ocupa-se especificamente do estímulo das funções mentais complexas (memória, linguagem, funções executivas e visuoespaciais).

A estimulação cognitiva é parte essencial da reabilitação e manutenção das habilidades gerais, é uma intervenção ampla, envolvendo não apenas a realização de tarefas escritas, mas também a família, profissionais envolvidos quando houver e o ambiente do paciente.

A estimulação cognitiva deve ser personalizada para cada indivíduo a partir do perfil cognitivo e do repertório intelectual e social do paciente anterior à doença ou pode também ser realizada em grupos.

O processo inicia-se com uma avaliação cognitiva, chamada Avaliação Geral das Funções Mentais, que inclui o mapeamento das funções cognitivas alteradas e preservadas, um exame do perfil de personalidade, perfil ocupacional e intelectual e rede social do paciente. Este mapeamento irá determinar as metas da reabilitação ou da estimulação, vaia ajudar a identificar os recursos que serão trabalhados na reabilitação, e quais poderão ser aprimorados, sempre pensando em tentativas com erros e acertos.

Técnicas simples de estimulação das habilidades mentais


A estimulação cognitiva (EC) envolve o ensino e a prática de estratégias de memória compensatórias, como o uso de associações verbais, categorização e a criação de imagens mentais.

São realizadas tarefas cognitivas de memorização, de linguagem, de planejamento, ordenação e lógica e atividades visuoconstrutivas para a estimulação das principais funções. As atividades propostas devem ser adequadas ao nível intelectual e cultural do paciente, gerando motivação e sensação de competência. Também são implementados apoios externos, como o uso de agendas, calendários, listas de tarefas, alarmes e agendas eletrônicas, entre outros recursos computadorizados.
Para pacientes com prejuízo mental ou chamado comprometimento cognitivo significativo, que dependem de ajuda de outras pessoas para atividades diárias, a EC baseia-se em técnicas que usam a repetição e a memorização implícita.

Bons exemplos são a técnica de aprendizagem sem erro, a evocação espaçada e a redução gradual de apoio, que podem ser usadas conjuntamente.

O terapeuta apresenta informações selecionadas e essenciais ao paciente, como o nome de seu cuidador. O paciente irá repetir o nome em espaços gradualmente maiores de tempo, inicialmente com o apoio das sílabas iniciais do nome que serão retiradas aos poucos, até o paciente conseguir falar o nome com confiança, com mínima chance de cometer erro. A reorganização do ambiente físico também é essencial e a casa deve fornecer pistas visuais para a redução da desorientação. As portas de cômodos e armários podem conter figuras ou nomes escritos para fácil identificação de seu conteúdo.
Muitos pacientes deixam de reconhecer sua própria casa. É importante selecionar objetos, quadros e relíquias familiares que possam ajudá-los a reconhecer o ambiente familiar. É comum esquecer quem são os familiares.
A construção de um livro de memória, com o apoio do terapeuta que atua com a intervenção de estimulação cognitiva, poderá auxiliar na manutenção da memória autobiográfica. O exame do livro, que deve conter fotos e nomes dos familiares, antes de visitas e eventos poderá ajudar o paciente a reconhecer as pessoas e a sentir-se mais seguro.

Fonte: Thais Bento Lima da Silva, Gerontóloga pela Universidade de São Paulo, Mestre e Doutoranda em Neurologia Cognitiva e Envelhecimento.

 



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