TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 

Gerontologia

 

É a ciência que estuda o processo de envelhecimento humano com atenção às necessidades físicas, emocionais e sociais que surgem com a idade.

O maior objetivo do gerontólogo é planejar e organizar projetos que preservem o bem-estar e a qualidade de vida do idoso, além de entender e amenizar os problemas que atingem a população mais velha.

Entender mudanças do corpo humano, avaliar condições psicológicas e sociológicas, conhecer direitos humanos, perceber o impacto que a arquitetura de um ambiente causa no indivíduo. Essas são algumas das atividades exercidas pelos profissionais de gerontologia, que atuam como “administradores” do envelhecimento.

Eles trabalham em conjunto com famílias, instituições, empresas e órgãos públicos para detectar as necessidades dos idosos e oferecer melhor qualidade de vida.

Adiante falaremos muito mais sobre a gerontologia e a saúde do idoso!

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Conheça a diferença entre Gerontologia e Geriatria

Geriatria é uma especialidade médica responsável por tratar doenças típicas de pessoas idosas. O médico geriatra consegue identificar quadros específicos ocasionados, muitas das vezes, pelo envelhecimento do organismo. O geriatra pode atuar na área após ser aprovado em exame para obtenção do Título de Especialista em Geriatria da SBGG/AMB — Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia da Associação Médica Brasileira.
A geriatria trata problemas de múltiplas causas, como tendências a quedas, tonturas ou até mesmo perda de memória etc. É uma ciência que avança a cada dia, podendo proporcionar longevidade e bem-estar às pessoas que precisam de cuidados após a terceira idade.

Gerontologia estuda especificamente o envelhecimento humano em seus aspectos mais amplos — sociais e psicológicos, além dos biológicos. É um campo profissional e científico multidimensional relacionado à velhice, preocupado em explicar o processo de envelhecimento e, com isso, antecipar patologias. O gerontologista é um profissional com formação superior em diversas áreas do conhecimento. Logo, ele pode ser da psicologia, do serviço social, da nutrição, da medicina e até mesmo do direito ou da terapia ocupacional. Entretanto, ele precisa ser titulado pela SBG, assim como no caso da geriatria — o Título de Especialista em Gerontologia.


O campo da Gerontologia é ampliado para qualquer profissional que em algum momento lidará com as questões e particularidades da saúde na terceira idade. Pela natureza multidisciplinar, há uma vasta área de atuação, como: ensino e pesquisa; promoção de saúde e educação comunitária; reabilitação, manutenção e promoção de autonomia e independência do idoso; apoio psicológico e reinserção social; adaptação ambiental, atividades corporais e comportamentais; defesa dos direitos do idoso; segurança; entre outros.

Fonte: https://blog.freedom.ind.br/


Quedas em Idosos

A queda é considerada como uma “síndrome geriátrica” em consequência da sua enorme incidência em pessoas idosas. As quedas são responsáveis por limitações físicas e psicológicas que geram perda de autonomia e restrições nas atividades da vida diária.

Os principais fatores de risco do próprio envelhecimento são: diminuição da força muscular, do equilíbrio e da flexibilidade; lentidão dos reflexos; mobilidade reduzida; dificuldades cognitivas, demências (Alzheimer); doença de Parkinson); dentre outros.


Diante destes fatores recomenda-se avaliar frequentemente força, equilíbrio, marcha e reflexos, acompanhar e ajudar nas atividades da vida diária, identificar novos riscos, planejar e executar cuidados adequados.

Os fatores ambientais que podem causar quedas dentro e fora de casa são: iluminação deficiente; superfícies irregulares, molhadas e pisos escorregadios; objetos em área de circulação, tapetes soltos; camas altas, sofás, cadeiras e vaso sanitário baixo, uso de calçados ou chinelos em más condições ou mal adaptados aos pés; bengalas, andadores inadequados; ausência de barras de apoio e corrimões,; quedas ao subir e descer escadas.

Para a prevenção relativa a estes fatores o mais importante é adequar e manter uma casa segura, a qual deve sofrer adequações contínuas, conforme as alterações das condições de saúde da pessoa idosa.

Fonte: https://sbgg.org.br
Quedas em Pessoas Idosas no Brasil - Iride Cristofoli Caberlon


 

Dicas para deixar o banheiro de idosos mais seguro

 
 
Uma pesquisa feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) revelou um dado alarmante: 75% das lesões sofridas por pessoas com mais de 60 anos acontecem dentro de casa e, a maioria delas, no banheiro.

Nas residências com pessoas que se encontram na terceira idade, a regra de ouro é a prevenção de acidentes e a manutenção da autonomia a fim de que a velhice não seja sinônimo de doença e possa ser aproveitada plenamente. Para tanto, é fundamental investir na adequação dos ambientes para torná-los mais seguros.
    • Barras de Apoio: Essenciais, devem ser instaladas perto da bacia sanitária e, também do chuveiro, entre 1,10 e 1,30 metros de altura.

    • Bacia Sanitária: Por uma questão de segurança, recomenda-se que seja fixada 10 centímetros acima da altura-padrão.

    • Piso: Além de antiderrapante, deve ter acabamento fosco e cor diferente da das louças para melhor visualização do espaço.

    • Torneira: Prefira os modelos com sensor eletrônico ou do tipo alavanca, mais fáceis de manipular do que as peças esféricas.

    • Boxe: Deve ter, no mínimo, 80 centímetros de largura. Na área do chuveiro e na saída, use um tapete antiderrapante com ventosas.

    Fonte: https://arquiteturaeconstrucao.abril.com.br/

 

 

Abuso ao idoso
(Maus-tratos de idosos)

 
 


O abuso ao idoso são os maus-tratos físicos ou psicológicos, negligência ou exploração financeira do idoso.

Os tipos mais comuns de abuso ao idoso incluem abuso físico e psicológico, negligência e abuso financeiro. Cada tipo pode ser intencional ou não. Os agressores frequentemente são os filhos adultos, mas podem ser outros membros da família ou cuidadores pagos ou informais. Os maus-tratos normalmente se tornam mais frequentes e graves ao longo do tempo. Menos de 20% dos casos de maus-tratos são relatados; assim, os médicos devem permanecer atentos para identificar pacientes idosos em risco de maus-tratos.

O abuso físico é o uso da força, resultando em danos físicos ou psicológicos ou desconforto. Isso inclui golpear, empurrar, sacudir, bater, restringir, administrar alimentação forçada e administrar fármacos contra a vontade. Pode incluir violência sexual (qualquer forma de intimidade sexual sem o consentimento ou pela força ou ameaça de força).

O abuso psicológico
 é o uso de palavras, atos ou outros meios para causar estresse emocional ou angústia. Isso inclui ameaças (p. ex., de institucionalização), insultos, comandos difíceis, assim como permanecer em silêncio e ignorar a pessoa. E, também inclui infantilização (uma forma paternalista de preconceito de idade em que o autor trata o idoso como uma criança), o que incentiva o idoso a tornar-se dependente do agressor.

A negligência
 é a falta ou recusa de oferecer alimentos, remédios, cuidados pessoais ou outras necessidades; também inclui o abandono. Negligenciar resulta em dano físico ou psicológico e é considerado abuso.

O abuso financeiro
 é a exploração ou desatenção aos bens ou fundos do indivíduo. Isso inclui burlar, pressionar uma pessoa para distribuir bens e administrar de modo irresponsável o dinheiro do indivíduo.

Fonte: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/geriatria/abuso-ao-idoso/abuso-ao-idoso
Por Daniel B. Kaplan , PhD, LICSW, Adelphi University School of Social Work;
Barbara J. Berkman , DSW, PhD, Columbia University School of Social Work

 

 

Processo de Envelhecimento

 
 


O envelhecimento é um processo que se inicia com a nossa concepção. Faz parte deste processo, as diversas fases da vida, a infância, a adolescência, a fase adulta e a velhice.

É um processo que sofre influência de diversos fatores, que vão determinar a forma de envelhecer. Alguns desses fatores são:

  • Genética
  • Nível de escolaridade
  • Trabalho e renda
  • Suporte social e Acesso aos serviços, entre muitos outros.

O envelhecimento humano é heterogêneo, ou seja, cada um envelhece de um jeito, pois este acontece por meios biológicos, psicológicos e sociais.
São tipos de envelhecimento:

  • Biológico
  • Cronológico
  • Funcional
  • Psicológico
  • Social.

Nas próximas postagens falaremos sobre cada tipo de envelhecimento e muito mais!

 

Fonte: TEMAS SOBRE ENVELHECIMENTO - Atividades cognitivas para idosos-Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho

 

 

TIPOS DE ENVELHECIMENTO

 
 

Segundo pesquisadores, existem cinco tipos de envelhecimento: biológico, cronológico, funcional, psicológico e social.

  • Envelhecimento Biológico

Esse tipo de envelhecimento é dinâmico e irreversível, tendo como característica a maior sensibilidade a agressões do ambiente interno e externo, mas isso não quer dizer que a pessoa vá adoecer, pois cada órgão ou sistema, envelhece de maneira diferente.

 
 

 

  • Envelhecimento Cronológico

A questão cronológica é utilizada nos estudos científicos, por conta da dificuldade da definição da idade biológica. Segundo Neri (2000), gênero, classe social, saúde, educação, fatores de personalidade e contexto socioeconômico são importantes, pois se misturam à idade cronológica determinando as diferenças de idosos com idades entre 60 e 100 anos.

  • Envelhecimento Funcional

É a conservação do nível de adaptação do indivíduo ao ambiente, comparando com a idade cronológica.

  • Envelhecimento Social

Esse tipo de envelhecimento está relacionado à avaliação de como o indivíduo desempenha seus papéis e como se comporta de acordo com sua idade, no meio em que se insere.

  • Envelhecimento Psicológico

Está relacionado a idade cronológica e à capacidade de percepção, memória, aprendizagem que o indivíduo possui, bem como pela busca do sentido da vida e do autoconhecimento.


Fonte: ATIVIDADES COGNITIVAS PARA IDOSOS - Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho e outros.

 


 

O que pode estar relacionado à depressão em idoso?

 
 
    • Ansiedade;
    • Ausência de laços afetivos com familiares e amigos;
    • Baixa interação social;
    • Baixa renda;
    • Declínio da saúde física;
    • Solidão;
    • Luto;
    • Viuvez;
    • Entre outras causas que envolvam aspectos biológico psicológico e sociais do envelhecimento

    No processo de envelhecimento, sentimentos novos podem aparecer e acarretar sensações como angústia e falta de perspectiva, portanto é fundamental que vejamos a velhice como uma fase natural da vida.

 
 

Como podemos ajudar idosos deprimidos?
É imprescindível incentivar idosos deprimidos a realização de atividades como o autocuidado, prática de atividades físicas e ao ar livre, alimentação saudável, a participação em grupos de apoio para fortalecimento dos vínculos sociais, entre outras atividades que o indivíduo julgue prazerosa e descontraída.

A prática dessas atividades possui como objetivo o aumento da autoestima, a manutenção das funções cognitivas como linguagem, atenção, memória, garantindo a melhoria da autoconfiança e qualidade de vida do idoso.
Envelhecer não é sinônimo de tornar-se doente e dependente. É necessário ressignificar a velhice desprendendo-se dos estereótipos impostos pela sociedade, desfrutando do envelhecimento saudável e ativo.


Fonte: ATIVIDADES COGNITIVAS PARA IDOSOS - Lucas Pelegrini Nogueira de Carvalho e outros.

 

 

SENESCÊNCIA E SENILIDADE

 
 
  • Senescência ou senectude resulta do somatório de alterações orgânicas, funcionais e psicológicas próprias do envelhecimento normal. Abrange todas as alterações que ocorrem no organismo humano no decorrer o tempo e que não configuram doenças. São, portanto, as alterações decorrentes de processos fisiológicos do envelhecimento. Entre os exemplos de senescência temos: o aparecimento de cabelos brancos ou a queda deles, a perda de flexibilidade da pele e o aparecimento de rugas, a redução da estatura e a perda de massa muscular etc. São fatores que não provocam o encurtamento da vida. A morte é um desfecho natural.
  • Senilidade é caracterizada por modificações determinadas por afecções que frequentemente acometem a pessoa idosa. São alterações decorrentes de doenças crônicas (hipertensão, diabetes, insuficiência renal e cardíaca, doença pulmonar crônica e outras), de interferências ambientais e de medicamentos que podem comprometer a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas, mas não são comuns a todas elas em uma mesma faixa etária. Essas alterações não são normais do envelhecimento.

O exato limite entre esses dois estados não é preciso e caracteristicamente apresenta zonas de transição frequentes, o que dificulta discriminar cada um deles. Essa dificuldade que os profissionais enfrentam no seu dia a dia e que está presente em todas as áreas que compõem a ciência gerontológica é consequência da indefinição da idade biológica, da grande variabilidade de comportamento do idoso perante fatores estressantes e de um fator genético.

Fonte: https://geriatriagoiania.com.br/
           Tratado de Geriatria e Gerontologia – Elizabete Viana de Freitas e Ligia Py

 

 

Os 5 Is da Geriatria são síndromes geriátricas que afetam a funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa idosa.

 
 
  • Instabilidade Postural – provoca quedas, que prejudicam a independência do idoso. Uma queda pode provocar graves consequências (lesões, fraturas e morte).

  • Imobilidade - limitação do movimento, perda funcional progressiva. Pode ser caracterizada por dor crônica, perda cognitiva, incontinência urinária e fecal e complicações infecciosas.

  • Incontinência - é a perda involuntária de urina e/ou fezes.Tem diversas causas (fraqueza da musculatura pélvica, diabetes, doenças neurológicas, etc).
 
 
  • Iatrogenia - são intervenções realizadas por profissionais da saúde que pioram o estado de saúde do idoso. A prescrição inadequada de medicamentos, a indicação inadequada de um exame complementar ou medidas invasivas fúteis são exemplos de iatrogenia.

  • Incapacidade Cognitiva – é o comprometimento das funções cognitivas em grau variável, reversível ou não.  As capacidades cognitivas envolvem a memória, percepção, linguagem, atenção, a capacidade de julgamento e seu comportamento social.

Fonte: https://geriatriagoiania.com.br/
Tratado de Geriatria e Gerontologia – Elizabete Viana de Freitas e Ligia Py

 

 

 

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