TERAPEUTAS
André Gandur
Marilene Coelho

 
 
 

Boas Práticas

 
 
Boas práticas é uma expressão derivada do inglês best practice, a qual denomina técnicas identificadas como as melhores para realizar determinada tarefa. Em diversas profissões, têm sido criadas normas de boas práticas, que definem a forma correta de atuar dos respectivos profissionais.

Boas Práticas em Acupuntura

Para começarmos a tratar das Boas Práticas em Acupuntura, iniciaremos abordando o tema Biossegurança, que é definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como: “condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente”.

Para maior segurança durante a realização do procedimento da Acupuntura, e minimização dos riscos de infecções e acidentes, vamos abordar neste post e nos seguintes, orientações de Biossegurança em Acupuntura.

Cuidados durante a prática de Acupuntura

  • Na introdução das agulhas, nunca tocar na lâmina, o que pode ser evitado com a utilização do tubo guia.
  • Na retirada das agulhas, ter atenção para evitar acidentes. As agulhas deverão ser descartadas em recipiente adequado.
  • Utilização de agulhas descartáveis.

 

Fonte: http://www.portalunisaude.com.br/

 


 

Alguns cuidados recomendados durante a prática da Acupuntura e o Ambiente de Trabalho.

 
 
    • Evitar a prática da acupuntura em pacientes com estômago vazio e em posição sentada;

    • Evitar a perfuração de algumas áreas do corpo como: mamilos, umbigo, globo ocular e genitália externa;

    • Agulhas auriculares não devem ser mantidas no local por mais de sete dias, pois podem provocar reações alérgicas e infecções locais;
 
 

O ambiente de trabalho

Os consultórios devem ser amplos e arejados e de acordo com a RDC nº 50/02, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), devem ter uma área mínima de 7,5 m². O piso e paredes deverão ser de material lavável e, preferencialmente de cor clara.

Deve dispor de lavatórios/pias exclusivos para lavagem das mãos; as torneiras devem ter acionamento que dispensem o contato das mãos. Junto aos lavatórios deve haver dispersadores de sabão líquido e provisão de papel-toalha. O ambiente deve ser mantido livre de sujeira e poeira. A limpeza deve ser feita com água, sabão e hipoclorito de sódio a 1%.

Não é permitida a colocação de plantas, devido à possibilidade de contaminação por Aspergillus, o que poderá ocasionar riscos ao paciente.

É importante o controle da qualidade do ar no ambiente (área crítica), que deverá seguir recomendações da Portaria nº 3.523/98 do MS e da Resolução nº 09/03 da Anvisa.

Fonte: http://portal.crfsp.org.br/documentos/comissoesassessoras/acupuntura_2013_web%201.pdf

 

 

BIOSSEGURANÇA NA PREVENÇÃO E NO CONTROLE DE INFECÇÃO NA ACUPUNTURA

 
 
O profissional acupunturista responsabiliza-se pela utilização e não contaminação dos materiais usados no procedimento.  Entre as medidas de biossegurança em acupuntura, destacam-se a higienização simples das mãos com água e sabão ou álcool gel desinfetante, antes de realizar o procedimento, o uso de técnica asséptica e a antissepsia da pele com solução de álcool. Tais medidas associadas ao uso de agulhas estéreis descartáveis são suficientes para garantir a segurança do paciente.

Os microrganismos que compõem a microbiota transitória se espalham com mais facilidade por meio do contato e são removidos da pele de modo mais fácil por meio de ação mecânica e uso de agentes antissépticos. Logo, é extremamente importante a antissepsia correta antes da inserção das agulhas para a prevenção de infecções em acupuntura.

Ressalta-se que devem ser utilizados agulhas e mandris descartáveis e sobretudo garantir que o contato da agulha com a pele do paciente aconteça somente no momento da perfuração.

Após a utilização, as agulhas devem ser descartadas imediatamente, em recipientes próprios para descarte de materiais perfurocortantes, evitando riscos tanto para o paciente quanto para o acupunturista e para as demais pessoas que possam ter contato com os materiais descartados.

Com relação às medidas de proteção aos riscos ocupacionais aos quais o acupunturista está exposto, preconiza-se a manutenção das vacinas em dia, especialmente a vacina contra hepatite B, e o uso de EPI durante a aplicação de agulhas, por se tratar de barreiras primárias diante da exposição a microrganismos patogênicos sobretudo à exposição ao sangue do paciente, especialmente quando a técnica inclui sangrias.

 

 

Fonte: https://cdn.publisher.gn1.link/rbmt.org.br/pdf/v18n1a16.pdf

 

 

Boas Práticas em Acupuntura
POSSO REUTILIZAR AGULHAS DEIXANDO A IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE NO TUBETE?

 
 

Prática bastante comum ainda hoje, porém absolutamente inadequada, além de proibida.

A agulha de Acupuntura é considerada material de uso único, cuja reutilização e reprocessamento estão expressamente proibidos (vide Resoluções Anvisa 156/06, 2605/06 e 2606/06) em função do risco de contaminação microbiana e de contaminação cruzada se forem usadas agulhas de um paciente para outro.
Não se justifica sob qualquer hipótese a reutilização de agulhas e tal prática pode ser enquadrada como infração sanitária grave, passível de multa.

Qualquer material cujo reprocessamento seja proibido possui em sua embalagem um símbolo representado por um círculo cortado na diagonal com número 2 inscrito ou os dizeres “proibido reprocessar” – ambos possuem o significado de ser obrigatório o descarte após o uso.

Fonte:https://www.canalacupuntura.com.br/saude/normas-que-regem-os-servicos-de-assistencia-a-saude/

 


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